Tratamento de odores em graxarias: tecnologias, eficiência e automação

O controle de odores é um dos pontos mais sensíveis da operação de uma graxaria, tanto pela eficiência do processo quanto pelo impacto ambiental e pela relação das fábricas com as comunidades do entorno.
Nesta entrevista, a Thor Máquinas e Montagens apresenta as principais tecnologias utilizadas no tratamento de gases odoríferos, explica como cada solução pode ser aplicada nas diferentes etapas de produção e aborda os avanços recentes em automação, eficiência energética e desenvolvimento tecnológico.
Quais são as principais tecnologias e soluções que a empresa oferece atualmente para o controle de odores em graxarias?
Acompanhamos as melhores práticas empregadas globalmente e contamos com tecnologias capazes de entregar equipamentos de alta eficiência para o tratamento de odores.
Entre as soluções disponíveis estão lavadores de gases, com ou sem adição de produtos químicos, condensadores de gases, sistemas de biofiltração e incineradores.
Essas soluções atendem a quais processos ou etapas dentro da operação das graxarias? Há diferenciação conforme o porte da planta ou o tipo de resíduo processado?
Essas soluções podem ser aplicadas de forma individual ou combinada, de acordo com as características da matéria-prima processada e das condições de cada etapa da operação.
Na captação de odores fugitivos durante a carga e descarga de equipamentos, assim como em moegas de recepção, por exemplo, podem ser utilizados lavadores de gases e sistemas de biofiltração.
Nos processos de cozimento de vísceras e ossos, assim como nos processos de hidrólise e secagem de penas, podem ser empregados condensadores do tipo aerocondensadores ou trocadores de calor casco e tubo, associados ou não a sistemas de biofiltração ou incineração.
Já nos processos de coagulação, centrifugação e secagem de sangue, podem ser utilizados lavadores de gases combinados com aerocondensadores, biofiltração ou incineração.
Normalmente, a definição da solução adequada para o tratamento dos gases de uma graxaria exige uma análise detalhada da composição dos gases em cada etapa do processo.
Entre os fatores avaliados estão o teor de partículas condensáveis, presença de partículas sólidas, concentração de componentes responsáveis pelo odor, temperatura dos gases, temperatura ambiente e umidade relativa do ar.
O tipo de solução empregada não muda necessariamente de acordo com o porte da planta. A Thor dispõe de equipamentos com diferentes capacidades, permitindo atender tanto pequenas quanto grandes fábricas.
A empresa está trabalhando em alguma inovação específica para o tratamento de odores nesse setor?
Estamos aprimorando continuamente nossos sistemas para proporcionar maior economia energética e maior eficiência, mantendo elevados padrões de controle de odores.
Quais foram as principais melhorias técnicas ou operacionais implementadas nas soluções de controle de odores nos últimos anos?
Nos últimos anos, investimos fortemente na automação dos processos de tratamento de odores.
Esse desenvolvimento envolve o sensoriamento de pontos vitais da operação, utilização de dispositivos automáticos, aprimoramento da excelência operacional e incorporação dessas informações às lógicas de programação e controle.
O objetivo é construir sistemas de automação capazes de proporcionar um elevado nível de confiabilidade no tratamento dos gases odoríferos.
Que resultados essas melhorias trouxeram para os clientes na prática?
Entre os principais resultados estão a redução da necessidade de mão de obra especializada, o aumento da produtividade dos equipamentos de cocção, maior intervalo entre manutenções, economia financeira e melhoria da qualidade de vida dos operadores da graxaria.
Que tipo de exigências regulatórias ou ambientais têm influenciado mais o desenvolvimento de soluções para controle de odores?
As normas ambientais exercem influência direta sobre o desenvolvimento dessas soluções.
Além das exigências regulatórias, há uma preocupação crescente com o impacto dos odores sobre a qualidade de vida das comunidades localizadas próximas às fábricas.
Como funciona o processo interno da empresa para desenvolver ou aprimorar essas tecnologias?
Nossa engenharia de Pesquisa e Desenvolvimento mantém contato constante com clientes e parceiros no Brasil e no exterior, principalmente na Europa.
Esse relacionamento permite acompanhar oportunidades de melhoria, inovações, atualizações normativas e soluções que apresentam bons resultados em outras operações.
A partir dessas referências, buscamos desenvolver e implementar melhorias em nossos equipamentos e sistemas.
A empresa busca referências fora do Brasil? Quais países ou centros tecnológicos costumam ser fonte de inspiração ou troca de conhecimento?
Sim. Buscamos referências internacionais, especialmente na Alemanha e na Holanda.
Esses países possuem regulamentações rigorosas na área e também contam com parceiros estratégicos da Thor, permitindo a troca de conhecimento e o acompanhamento de tecnologias e práticas utilizadas internacionalmente.